Eduardo Souto de Moura vence Leão de Ouro

Saber | Património
  • Data

    26.05.18

Eduardo Souto de Moura vence o Leão de Ouro da 16ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza com o projeto “São Lourenço do Barrocal”, realizado no Alentejo.

Com vista sobre Monsaraz e banhado pelas águas do Alqueva, um monte agrícola do século XIX foi reconvertido por Souto de Moura num hotel, recriando todo um povoado, recuperando o espaço existente e respeitando todos os elementos do edificado e naturais envolventes. Uma obra absolutamente excecional que merece ser conhecida e vivida, e que resume o tema geral da exposição da Bienal de Veneza, “Freespace/Espaço Livre”.

Souto de Moura está integrado em diversas exposições nesta Bienal de Veneza, o que representa uma oportunidade única para conhecer e experienciar as suas propostas e apreciar a forma surpreendentemente inteligente e delicada de expor as suas criações.

No Pavilhão de Portugal, Souto de Moura é um dos arquitetos selecionados pelos curadores com o projeto da Estação de Metro de Nápoles, uma obra realizada com Álvaro Siza e Tiago Figueiredo.

Em “Public Without Rethoric”, a Representação Oficial Portuguesa organizada pelo Ministério da Cultura/Direção Geral das Artes, com curadoria de Nuno Brandão Costa e Sérgio Mah, Portugal apresenta um conjunto de doze edifícios de arquitetos portugueses de várias gerações, que abordam e refletem sobre o edifício público e as formas de intervenção destas obras na vida social e cultural dos cidadãos.

Também a capela de autoria de Eduardo Souto de Moura inaugurada ontem no Pavilhão da Santa Sé, é impressionante pela consistência e simplicidade simultâneas. Um pequeno espaço de culto, todo em pedra calcária, integrado no ambiente verde dos Jardins do Vaticano em San Giorgio Maggiore.

Portugal é uma presença assídua e cada vez mais reconhecida no contexto das bienais internacionais de arquitetura e de artes. Portugal tem sido continuamente destacado pela qualidade dos seus autores, das suas propostas artísticas, pelo profissionalismo das suas equipas e pela capacidade que estes projetos têm de deixar uma marca indelével na história das artes.

A arquitetura portuguesa é - soube sempre ser - de todos os portugueses e, simultaneamente, do mundo. Aos arquitetos que têm contribuído para a excecionalidade e notoriedade da arquitetura portuguesa, um agradecimento especial pela forma como têm enriquecido o património criativo e crítico do país e pela promoção da cultura portuguesa no mundo.

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