Espólios doados reforçam coleção do MNTD

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  • Data

    22.07.21

Nos últimos meses foram doados importantes espólios ao Museu Nacional do Teatro e da Dança (MNTD) nomeadamente de Armando Jorge, Rui Mendes, Carlos Selvagem, Vera Castro e Manuel Amado.

O bailarino, coreógrafo e figurinista Armando Jorge iniciou a sua carreira em Portugal como bailarino, sendo que o "seu espólio não só tem a maior importância para a história da dança em Portugal, como também para o conhecimento da evolução da dança a nível internacional, uma vez que Armando Jorge, além da carreira internacional referida, foi também um exímio colecionador de objetos e de documentação associados à dança europeia".

O ator e encenador Rui Mendes, a par da atividade como ator, "trabalhou como cenógrafo e foi, durante duas décadas, professor da Escola Superior de Teatro e Cinema (1980 - 2000). Além de documentar uma notável carreira, o espólio de Rui Mendes agora entregue à guarda deste Museu contempla também a sua uma vasta e rica biblioteca teatral e um núcleo documental do ator Henrique de Albuquerque, seu avô".

O dramaturgo Carlos Selvagem é um dos mais vigorosos dramaturgos portugueses do período que se seguiu à Primeira Guerra Mundial. "Trata-se de uma coleção da maior importância para a preservação e para o conhecimento da dramaturgia e do teatro português".

A pintora, figurinista e cenógrafa Vera Castro criou figurinos para obras de Olga Roriz, Paulo Ribeiro, Né Barros, Rui Lopes Graça e Mehmet Balkan, entre muitos outros. "Caracterizada por um grande rigor estético em tudo o que criava, sobretudo para dança e teatro, o seu espólio, agora doado ao MNTD, é constituído por figurinos, trabalhos plásticos para cena e documentação diversa, que ilustram não apenas a sua notável carreira artística como criadora plástica do espetáculo, mas também alguns dos momentos mais marcantes da nossa criação contemporânea no teatro e na dança".

O pintor Manuel Amado é um dos pintores mais importantes da História da Arte mais recente no nosso país. Em 2007 realizou uma grande exposição na Galeria D. Luís do Palácio Nacional da Ajuda intitulada “O espetáculo vai começar…”, dedicada ao Teatro e, sobretudo, a tudo o que o espetador não vê. É dessa exposição a fantástica pintura A ÚLTIMA CEIA DOS POLICHINELOS. que vem enriquecer o acervo deste Museu.

Saber mais: DPGC

Fonte: DGPC

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