Alcobaça | De 16.12.23 a 03.03.24

Exposição Que mar se vê afinal da minha língua?

Exposições | Artes

Assume-se como uma exposição mutante aquela que se mostra pela primeira vez a 16 de dezembro no Armazém das Artes e na Central-Periférica, em Alcobaça. Intitula-se Que mar se vê afinal da minha língua? e reúne meia centena de obras de mais de 20 artistas de diferentes países e territórios onde se fala português. Depois de Alcobaça, onde ficará patente até 3 de março de 2024, a mostra seguirá e transformar-se-á em Fortaleza, no Mindelo, em Luanda, Maputo e Macau.

Que mar se vê afinal da minha língua? resulta de um processo de investigação ainda em curso, desenvolvido pela curadora Margarida Saraiva, sobre práticas artísticas contemporâneas dos mundos de expressão portuguesa. Junta dezenas de trabalhos de Aline Motta, Ana Battaglia Abreu, Ana Jacinto Nunes e Carlos Morais José, Bianca Lei, Catarina Simão, Cecília Jorge, Eliana N’Zualo, Eric Fok, Filipa César e Sónia Vaz Borges, José Aurélio, José Drummond, José Maçãs de Carvalho, Konstantin Bessmertny, Luigi Acquisto e Bety Reis, Mónica de Miranda, Nuno Cera, Peng Yun, Rui Rasquinho, Sofia Yala, Subodh Kerkar, Thierry Ferreira, Tiago Sant’Ana e Wong Weng Io. São obras no domínio dos cruzamentos disciplinares – fotografia, vídeo, cinema, poesia, pintura, escultura e novos media.

A abordagem temática deste projeto parte de questões cruciais como memória e história, colonização e descolonização, identidades e globalização meio século volvido sobre o 25 de abril de 1974, sem deixar de se questionar sobre o futuro: o que será do espaço de expressão portuguesa daqui a dois ou três séculos? O que será da liberdade num mundo gerido por algoritmos e obcecado com a vigilância no espaço privado, público e digital?

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