Barcelos | De 08.11.22 a 29.11.22

Comemorações do Dia do Cinema

Sessões de Cinema | Cinema

(08 nov.) Wolfram, A Saliva do Lobo, de Joana Torgal e Rodolfo Pimenta:

A narrativa é criada dentro do processo de extracção de minério. O negrume da mina, invadida pela luz dos mineiros, pelas máquinas ruidosas, e pelo permanente cheiro de minério no ar, conduzem-nos por um território em que o espaço e o tempo se diluem.

(08 nov.) Das Profundezas, de Michelangelo Frammartino:

Ambientado na década de 1960, durante o boom económico em Itália, “Il Buco” reconstitui a jornada de um grupo de jovens espeleólogos que encontra pela primeira vez o fundo do Abismo do Bifurto, 700 metros abaixo da terra, uma das cavernas mais profundas do mundo, no interior intocado da Calábria.

(15 nov.) O Salão da Música, de Satyajit Ray:

Índia, 1959, Preto e Branco Com: Pinaki Sengupta , Padmadevi , Chhabi Biswas Biswambhar Roy, um aristocrata sem descendência por causa da morte do filho, gasta a sua fortuna organizando em sua casa sumptuosos espetáculos musicais. Arruinado, e com o banco a não lhe conceder mais crédito, prepara uma última soirée, a mais exuberante e opulenta de todas.

(15 nov.) Terminal Norte, de Lucrecia Martel:

Durante o confinamento de 2020, Lucrecia Martel volta para a sua terra natal, em Salta, uma região conservadora da Argentina. Lá, acompanha Julieta Laso, que, como uma musa, a introduz a um grupo de mulheres artistas que desafiam a opinião dos outros em volta das fogueiras. Neste documentário, Martel aprofunda a voz sedutora de Julieta. O “eu” da protagonista abre-se para o encontro de vozes e corpos destoantes que a câmara nunca se cansa de acompanhar. O resultado é uma homenagem a uma comunidade que, apesar de temporária, serve como antídoto para a pandemia.

(29 nov.) Objetos de Luz, de Acácio de Almeida e Marie Carré

Assinado por Marie Carré e Acácio de Almeida, que partilham o cinema e a vida há quatro décadas, este filme-ensaio combina uma meditação sobre a luz com uma memória de vida e de cinema, de algum modo resumindo as lições de uma carreira riquíssima. “Objectos de Luz” recupera imagens de algumas das muitas dezenas de filmes em que Acácio de Almeida trabalhou com realizadores como Alain Tanner, António da Cunha Telles, António Reis e Margarida Cordeiro, João Botelho, João César Monteiro, José Fonseca e Costa, Manoel de Oliveira, Margarida Gil, Paulo Rocha, Raul Ruiz, Rita Azevedo Gomes ou Teresa Villaverde. E, nesse processo, homenageia Maria Cabral, a atriz que, em “O Cerco” ou “O Recado”, foi o “rosto” do “Cinema Novo” português, ou confronta com as suas próprias imagens Luís Miguel Cintra ou a imensa Isabel Ruth.

Fonte: TGV

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