Lisboa | De 17.10.21 a 17.10.21

Concerto Sinfónico

Concertos | Música
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    Centro Cultural de Belém

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Sinópse: Ó noite onde as estrelas mentem luz, escreveu Fernando Pessoa pasmado perante o eterno fascínio da Noite. A Música assumiu esse encantamento. No Romantismo eclodiram aos milhares os Noturnos para piano solo e os Noturnos para orquestra tiveram brilhante futuro em páginas de Debussy, Shostakovich, Britten ou Joly Braga Santos: a sua mais importante contribuição neste domínio foi o Noturno para cordas, estreado em São Carlos em 1947. A Noite em música adquire frequentemente características convulsionadas. Assim é Noite Transfigurada de Arnold Schönberg, de 1899. Profundamente descritiva e repleta de requintados efeitos de instrumentação e de harmonia, a peça tem por base um poema de Richard Dehmel que decorre numa noite de luar intenso. Luís de Freitas Branco estabeleceu-se como o «introdutor do Modernismo» em Portugal depois da estreia em 1913 do poema-sinfónico Paraísos Artificiais. Banhada pelas descobertas dos impressionistas franceses do início do século XX, esta música precursora propõe-nos uma experiência quase sensorial da música, um mergulho noutra espécie de noite.

Pedro Neves, Direção Musical
Orquestra Sinfónica Portuguesa

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