Norte Júnior - Itinerários 1905 - 1929

Rota | Arquitetura Religiosa
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    No ano de 2014, uma série de eventos celebraram a obra de Norte Júnior, o arquiteto lisboeta que venceu o maior número de prémios Valmor até aos dias de hoje. Decorrente desse ano celebrativo, a Direção Geral do Património Cultural, através da Divisão de Inventário do Património Imóvel, Móvel e Imaterial/Departamento de Bens Culturais (DPIMI/DBC), em parceria com a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), desenvolveu um projeto de inventário dedicado à obra de Norte Júnior, fazendo um exaustivo levantamento em todo o país.

    Os anos de 1905 e 1929 balizam a primeira etapa da carreira de Norte Júnior, que se pode designar como a fase eclética da sua obra, durante os quais o arquiteto desenhou os seus edifícios mais emblemáticos, por reconhecimento e dimensão.

    Das 32 construções que integram este conjunto dos anos 1905-1929, destacam-se a Casa Malhoa e a moradia contígua que hoje integram a Casa Museu Anastácio Gonçalves, as vivendas da Avenida Fontes Pereira de Melo, da Praça do Saldanha e da Avenida de Berna, os palacetes que desenhou em Faro para os industriais Belmarço e Fialho, os cafés da Baixa, a escola da Voz do Operário, a Vivenda Rosalina e o Royal Cine, integrados no Bairro Estrela d’ Ouro, os armazéns dos vinhos Abel Pereira da Fonseca, em Marvila, o Palace Hotel da Curia, as Cocheiras de Santos Jorge no Estoril e o projeto dos Prédios Salreu, dois edifícios de habitação plurifamiliar geminados que projetou como conjunto uno para o Visconde de Salreu na Avenida da Liberdade e na Rua Rodrigues Sampaio, ou os três prédios na Avenida Duque d’ Ávila que definem a essência da sua obra: uma arquitetura eclética e elegante, harmonizada com os princípios do urbanismo e da higiene identificadores do espírito da Lisboa moderna de Ressano Garcia, que atualmente constituem um dos poucos núcleos originais dos edifícios das Avenidas Novas.

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