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Panteão Nacional
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Inaugura no dia 17 de setembro, às 18h30, no Panteão Nacional, a exposição Júlio Pomar: Equus. Obras da Coleção da Caixa Geral de Depósitos.
Equus ferus caballus é o nome científico do cavalo domesticado, mas no Panteão Nacional, a palavra Equus soa também a eco. Neste monumento, onde o som reverbera por 16 segundos, os cavalos de Júlio Pomar (Lisboa, 1926–2018) encontram o seu refúgio numa exposição que celebra o centenário do nascimento do pintor. Imagens de cavalos ocupam a sala de exposições temporárias do monumento, representando diferentes fases da obra de Júlio Pomar: de um D. Quixote, de 1959, ao tríptico Tropel, de 1989, incluindo algumas Tauromaquias da década de 60.
Do passado ao presente, da discrição cromática dos primeiros anos para os tons feéricos de Tropel, os cavalos de Júlio Pomar são terrenos e reais (mesmo os de D. Quixote). Nem Pégasos, nem Hipogrifos. Nem Sleipnir, o cavalo de oito patas. Ainda assim, ao olharmos estas obras são as palavras de Natália Correia que (nos) são evocadas: “Teus poros exalam o fumo / Do lar dos deuses de onde vieste / Rompante de espuma e de lume / És sol quadrúpede ou mar equestre?”.
Esta exposição é uma homenagem a um dos maiores pintores portugueses, fruto de uma parceria entre a Culturgest e o Panteão Nacional.
Curadoria: Santiago Macias, Isabel Inácio
Fonte: MMP
17 de outubro, às 15h00
Visita-guiada com curadores e interpretação em Língua Gestual Portuguesa